Semana Internacional do Rio de Janeiro será prévia das Olimpíadas

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Entre os dias 11 e 22 de julho o Iate Clube do Rio de Janeiro vai sediar mais uma vez a Semana Internacional de Vela do Rio e, por ser disputada nas raias olímpicas e pelas datas, boa parte dos atletas que estarão na Rio 2016 também estarão na SIV. Serão três fases de competição: a primeira, de 11 a 14 de julho, terá as disputas das classes 49er, 49erFX, RS:X masculino e femino, além de vela jovem; a segunda vai de 15 a 18 de julho com as regatas das classes Nacra 17, Finn, Laser e Laser Radial; a terceira e última terá a presença dos velejadores da classe 470 masculino e feminino.

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail vela@icrj.com.br e custam R$ 200,00 por tripulante até esta quinta-feira, dia 30. A partir do dia 1º de julho o valor sobe para R$ 300,00. Para os velejadores brasileiros filiados às associações de Classe nacionais, será concedido um desconto de 50% na taxa de inscrição.

O Notícias Náuticas é o site oficial da competição e a PecciCom é mais uma vez a assessoria responsável pela divulgação do evento. Fique de olho que traremos todas as novidades, resultados e notícias quentinhas!

Para mais informações sobre cada fase da competição, acesse:

De 11 a 14/07 

De 15 a 18/07 

De 19 a 22/07 

Brasil encerra fase classificatória do Mundial de OP na flotilha prata

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Depois de três dias de regatas, terminou nesta terça feira  a fase classificatória do Campeonato Mundial de Optimist, que está sendo disputado em Vilamoura,  Portugal. Mais uma vez o vento esteve bastante fraco, variando entre 9 e 10 nós. No total foram realizadas seis séries de regatas nas flotilhas amarela, azul, vermelha e verde. A competição segue agora com a fase final, com a flotilha dividida em ouro, prata, bronze e esmeralda. Duas regatas estão programadas para esta quarta-feira.

O Brasil encerra esta fase nas seguintes colocações:

  •   98º  Nicolas Bernal (BRA 3505)     –  118 pontos – prata
  • 122º  Tiago Monteiro (BRA 3857)    – 141 pontos – prata
  • 137º  Giovane Pistorello (BRA 3629)  – 168 pontos – bronze
  • 146º  Gabriel Kern (BRA 3853)       – 173 pontos – bronze
  • 187º  Guilherme Plentz (BRA 3634) – 202 ponto – bronze

O resultado completo pode ser visto aqui.

Campeão Zeus vem do Sul e reforça classe C30 em Ilhabela

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A experiente tripulação do Zeus elevará o nível da equilibrada classe C30 na 43ª Semana de Vela de Ilhabela a partir do próximo domingo (3/7). O barco catarinense de casco azul-marinho foi o campeão da classe em 2014 e terceiro colocado na última edição, candidatando-se naturalmente como um dos favoritos ao evento do Yacht Club de Ilhabela nesta temporada, válido também pelo Campeonato Brasileiro de C30, entre 3 e 8/7.

Enquanto os barcos de São Paulo têm aproveitado o Circuito Ilhabela de Oceano no aprimoramento técnico de seus velejadores, o Zeus tem disputado regatas com frequência em Florianópolis. “Treinamos muito nos últimos finais de semana competindo em Jurerê”, afirma Felipe Linhares, o Fipa, tático e timoneiro do Zeus. “Ao mesmo tempo em que respeitamos as demais tripulações, estamos cientes da nossa capacidade, principalmente após os resultados obtidos em 2014 e 2015”.

A classificação do Circuito Ilhabela após duas das quatro etapas de 2016 comprova o equilíbrio na C30. Apenas um ponto separa os três primeiros colocados: o líder Caballo Loco soma 20 pontos perdidos, assim como o vice, +Realizado, contra 21 do Caiçara. “A classe está realmente evoluindo em relação às tripulações. Os barcos são os mesmos, mas aumentou a capacidade técnica dos velejadores. As regatas neste ano estarão ainda mais disputadas”, prevê Fipa.

O velejador catarinense espera viver também, uma semana repleta de confraternização fora da água. “A Semana de Vela de Ilhabela é a competição ideal para velejarmos e revermos os amigos. É um período muito gratificante para todos nós”, considera Fipa, que há mais de dez anos participa do evento praticamente com a mesma tripulação. O atual Zeus, da classe C30, correrá pelo terceiro ano.

Tripulação internacional – Outro barco de Florianópolis, Katana, disputará o Campeonato Brasileiro de C30 e a Semana de Vela de Ilhabela com uma equipe mesclada por norte-americanos e catarinenses. O comandante César Gomes Neto, recém-chegado de Miami, onde residiu nos últimos nove anos, veio ao Brasil em meados de 2015 e disputou a Semana de Ilhabela como tático do Zeus, do Iate Clube de Santa Catarina, chegando em terceiro lugar na C30.

Entre mais de 100 inscritos, a flotilha da C30 estará composta por oito embarcações, número expressivo para uma classe one-design: Caballo Loco (Mauro Dottori), Caiçara (Marcos de Oliveira César), Loyal (Marcelo Massa), Kaikias (Felipe Echenique), Barracuda (Humberto Diniz) e +Realizado (José Luiz Apud), todos de São Paulo, além dos dois barcos de Florianópolis: Zeus (Inácio Vandersen) e Katana (Cesar Gomes). O Loyal defende os títulos, Brasileiro e da Semana de Vela, ambos conquistados em 2015.

da assessoria

Percurso da Volvo Ocean Race 2017-18 é renovado, mas o Brasil segue na parada

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Dura, intensa, e com quase três vezes mais milhas de navegação pelo Oceano Antártico em relação à edição anterior. A Volvo Ocean Race 2017-18 será a mais longa da história do evento de Volta ao Mundo com aproximadamente 45.000 milhas náuticas, cruzando quatro oceanos, cinco continentes visitados e 11 grandes cidades como parada – incluindo novamente Itajaí, em Santa Catarina. A regata de 43 anos de história é uma verdadeira maratona no oceano, na qual disputam os melhores velejadores do planeta.

A regata começa na espanhola Alicante no final de 2017 e, logo de cara, as equipes terão um sprint de 700 milhas náuticas para Lisboa. A partir da capital portuguesa, a flotilha mergulha no Atlântico para o sul, mais precisamente para a Cidade do Cabo, na África do Sul.

Do continente africano, os barcos enfrentarão semanas de tensão numa das pernas mais longas da história, passando pelo Oceano Antártico e subindo para o norte em direção a Hong Kong SAR, China. Depois, a flotilha faz uma transição sem pontuação para Guangzhou, na China, onde uma regata in-port e um conjunto completo de atividades serão realizados na stopover chinesa.Os barcos voltam para Hong Kong e partem, agora sim valendo para o campeonato, no sentido de Auckland, na Nova Zelândia.

Da Oceania é a vez de encarar novamente os mares do sul e enfrentar um dos marcos da navegação – o Cabo Horn. Depois desse longo caminho, a parada será o Brasil, pela terceira vez consecutiva a cidade brasileira de Itajaí recebe a Volvo Ocean Race.

A partir daí, como na última edição, os barcos voltam para o hemisfério norte em direção à costa leste dos EUA, em Newport, Rhode Island. Depois é a reta final sentido Europa pelo Atlântico Norte. Os britânicos de Cardiff recebem a Volta ao Mundo depois de 12 anos à capital do País de Gales. Na sequência entra uma curta, mas potencialmente brutal perna para a penúltima parada: Gotemburgo, na Suécia. A edição 2017-18  acaba com um grand finale em Haia, na Holanda.

A distância total do percurso é maior em comparação às edições anteriores do evento, que nasceu como o Whitbread Round the World Race, em 1973. Apesar de estabelecer o recorde de 45 mil milhas náuticas – 83 mi quilômetros – de percurso, a competição terá um mês a menos. “Mais ação, mais velocidade, mais milhas difíceis para percorrer e mais locais de parada, mas será uma regata mais curta – é uma evolução na direção certa e um movimento que leva a regata mais perto de suas raízes. Ao mesmo tempo, melhoramos a seu forte valor comercial e excelente case de negócio para os patrocinadores”, disse Mark Turner, que assumiu como CEO da Volvo Ocean Race no início deste mês.

Só pelos mares do sul serão quase 12.500 milhas náuticas de regata. As ondas gigantes, ventos fortes de 70 nós – 130 km/h, as águas frias, o gelo ao redor da Antártida e nada de terra por perto são alguns dos desafios. Na edição anterior, as equipes navegaram cerca de 4.500 milhas náuticas pelo Oceano Antártico.

“Em 2017-18, vamos visitar algumas das cidades de vela mais famosas do mundo como a Cidade do Cabo, Auckland e Newport, Rhode Island, além de novas paradas”, disse Mark Turner. “Paramos em Hong Kong, uma cidade incrível, que irá funcionar como um ponto de encontro para os fãs do sudeste asiático e convidados VIP. Em seguida, seguimos para Guangzhou, na China – sendo a primeira vez que a regata vai visitar uma das quatro cidades do país com o padrão Tier 1”.

”E, finalmente, Cardiff, voltando para o Reino Unido pela primeira vez desde 2005-06. A Grã-Bretanha é o berço da Whitbread Round the World Race, que teve a sua primeira partida de Portsmouth em 1973 e mais tarde se tornou a Volvo Ocean Race em 1998.”

Olhando para o futuro, Mark Turner acrescentou: “Também é ótimo registrar a quarta vez consecutiva que a regata começa em Alicante. Além de voltar para cidades familiares, onde estamos construindo um legado para a regata como Lisboa, Itajaí, Gotemburgo e Haia.

Richard Mason, diretor de operações da Volvo Ocean Race, comentou: “Na última edição recebemos mais de 2,4 milhões de visitantes e mais de 70 mil clientes corporativos nas nossas cidades-sede. Estamos determinados a oferecer uma experiência ainda mais emocionante em 2017-18 para  fãs, clientes e parceiros. Estou muito tentado em voltar a velejar, mas mas o meu novo CEO me proibiu”.

O Oceano Antártico tem desempenhado um grande papel na história da regata. Nos primeiros anos da Whitbread, a flotilha foi a fundo nos mares do sul, enfrentando os icebergs e ventos ferozes dos Roaring Forties e Fifties Furious. Em edições mais recentes, os barcos já correram para o norte através do Oceano Índico para o Oriente Médio – e só voltaram para o sul e seu clima mais extremo para a perna mais curta em frente ao Cabo Horn. “É claro que a segurança continua a ser fundamental”, disse Phil Lawrence, diretor de regata. “Com sistemas de rastreamento e comunicação via satélite, juntamente com o acesso a informações de rota em profundidade, podemos ficar um passo à frente das condições e limitar a exposição dos atletas. No entanto, sempre haverá perigo. Os velejadores sabem que colocam suas vidas em risco quando aceitam o desafio de enfrentar o chamado ‘Everest´da vela profissional. Isso é o que a Volvo Ocean Race proporciona. Encarar as condições mais difíceis que a Mãe Natureza lhe oferece e conseguir superá-las”.