Com duas regatas, colisões e muito vento Campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe esquenta Cabo Frio.

 

Cabo Frio (RJ) – A quarta feira (22/6) de muito frio no cabo homônimo foi também marcada pelos bons ventos e pela disputa das duas regatas programadas no Campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe, o evento internacional mais importante de 2016 de um dos mais tradicionais e técnicos veleiros de regata do mundo.

Depois de uma terça-feira frustrante quando, mesmo ficando na água por quase três horas, as regatas não puderam ser disputadas devido aos ventos fracos e muito rondados na raia da praia do Forte, o dia de hoje (22/6) foi perfeito para os 37 veleiros inscritos no Campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe. Ventos de 10 a 20 nós, do quadrante leste, muita disputa e até alguns incidentes marcaram as provas.

Na primeira regata do dia, com ventos na casa dos 12 nós, os porto-riquenhos atuais detentores do título, Raul Rios e André Guaragna, venceram com os americanos Jensen McTighe e Brendan Feeney chegando em segundo e a dupla niteroiense-carioca Felipe Sabino e Leonardo Lombardi em terceiro. A ansiedade das tripulações era tamanha que foram necessárias quatro largadas para finalmente uma delas ser validada e, mesmo assim, nada menos que quinze barcos estavam escapados e foram punidos.

Na segunda regata do dia o vento aumentou bastante de intensidade e as rajadas chegaram a mais de 20 nós. Nesta condição, as duplas brasileiras sobressaíram e o gaúcho campeão mundial e pan-americano Xandi Paradeda, junto ao proeiro Gabriel Kieling, venceu com autoridade, colocando uma grande vantagem sobre os segundos colocados, os santistas Rafael Gagliotti e Henrique Wisniewski, vencedores do recém terminado Campeonato Leste Brasileiro que, disputado na mesma raia no final de semana passado, neste ano foi uma espécie de treino de luxo para o Hemisfério Ocidental. Em terceiro ficou a dupla que lidera o torneio, Felipe Sabino e Leonardo Lombardi (RYC/ICRJ).

Também na segunda regata do dia aconteceu o acidente que tirou os porto-riquenhos da prova. A dupla atual campeã do Hemisfério vinha velejando no meio da flotilha quando, logo após montar a boia e começar o contravento foi abalroada pelo barco equatoriano que vinha ainda descendo no popa. A colisão abriu um rombo na bochecha de boreste (a lateral direita da proa) e obrigou o barco de Porto Rico a se retirar da regata. “Eu vinha orçando normalmente no contravento, com a vela a esquerda e, portanto, com preferência, quando senti uma pancada forte e um estrondo na nossa proa. Acho que eles não nos viram, sei lá… De qualquer forma vou protestar e pedir a reparação dos pontos”, disse o timoneiro Raul Rios.

No momento do fechamento deste informe a Comissão de Protesto estava reunida deliberando sobre o incidente envolvendo os barcos de Porto Rico e Equador. Por isso, os resultados ainda são provisórios e podem sofrer modificações depois do julgamento do protesto.

Até sábado (25/6), sempre com início ao meio-dia, serão disputadas duas regatas por dia, totalizando um máximo de dez provas. A partir da quinta regata entra o primeiro descarte do pior resultado e a partir da nona entra um segundo descarte, permitindo que cada dupla conte apenas suas oito melhores colocações na súmula final. Os resultados completos estão em: http://bit.ly/Snipe2016

Itajaí Saling Team vence três das quatro regatas da abertura do Estadual de Vela

 

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O Itajaí Saling Team – time de vela que representa a cidade em competições oficiais – venceu três da quatro regatas que disputou no último final de semana na abertura do Campeonato Estadual de Vela de Oceano e Copa Veleiros de Oceano, na sede oceânica do Iate Clube de Santa Catarina, em Jurerê, na classe ICR. As regatas foram realizadas com vento sul no sábado, e sudeste no domingo, proporcionando uma excelente competição e treino para a flotilha oceânica, visando a Semana de Vela de Ilhabela, em julho.

 

Agora, o calendário sofre uma pequena pausa devido à realização da Semana de Vela de Ilhabela, principal competição que a equipe do Itajaí Sailing Team disputa este ano. A competição catarinense, no entanto, encerra somente em novembro na regata Marejada entre Florianópolis e Itajaí.

 

De acordo com Alexandre dos Santos, coordenador do projeto do Itajaí Sailing Team, a participação na abertura do Campeonato Estadual ajudou a equipe a aprimorar os preparativos para disputar o Brasileiro de IRC, que será realizado na Semana de Vela de Ilhabela, entre os dias 2 e 9 de julho, no litoral paulista. O time treinado por André Fonseca, o Bochecha, e comandado por Marcelo Gusmão Reitz vai disputar a semana de vela na classe IRC.

 

A IRC é uma regra de classificação que permite que diferentes projetos de barcos de oceano possam participar da mesma regata. O “rating” de cada barco é calculado levando-se em conta as medidas do barco, seu comprimento, peso, calado e área de vela. O corretor de tempo resultante, o chamado “TCC”, é o handicap do barco. Depois da regata, o tempo real decorrido para completar o percurso de cada veleiro é multiplicado pelo seu TCC, resultando no tempo corrigido. O barco com o menor tempo corrigido é o vencedor da regata.

 

O projeto do Itajaí Sailing Team tem o patrocínio da APM Terminals Itajaí, Multilog, JBS, Brasfrigo ,e Poly Terminais, e apoio da Anasol,  Molim e Clindex.

Primeiro dia do Hemisfério de Snipe tem regatas canceladas

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Cabo Frio é uma cidade conhecida pelos velejadores pelos ventos fortes e água gelada. Mas não foi isso que os atletas que disputam o Hemisfério de Snipe encontraram neste primeiro dia de competições. O vento apareceu fraco e bastante rondado e a CR foi obrigada a cancelar as duas regatas do dia. Com isso as primeiras provas deverão ser realizadas nesta quarta-feira. Ao invés de duas, três regatas estão programadas para tirar o atraso. Todas as novidades, fotos e resultados podem ser vistos no site oficial: http://bit.ly/1rcTnLZ

Brasil conquista um bronze no torneio de vela adaptada no Rio de Janeiro

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Terminou nesta terça-feira, 21, a última competição de vela adaptada nas águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, antes dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A Welcome to Rio Regata começou na quarta-feira, 15, com condições de vento que permitiram a realização de treze regatas. A melhor colocação do Brasil foi no SKUD 18, na qual Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida ficaram com a medalha de bronze (37 pontos) e Rafael Correa e Diana Botelho em quinto lugar (44 pontos). Nos barcos Sonar e 2.4mR, os brasileiros ficaram em 11º e sexto lugar, respectivamente.
 
“A competição com os atletas de fora é supersaudável para nós, uma vez que nos ajuda a crescer como atletas. Nós já conhecemos as raias, mas velejar sem ter outros barcos em uma disputa acirrada como aconteceu nesta competição nos limita em termos de parâmetros. O saldo para nós não poderia ter sido diferente, foi ótimo”, comenta a proeira Marinalva de Almeida.
 
Os estrangeiros dominaram a competição. No SKUD 18, a dupla australiana Dar Fitzgibin e Liest Tesch conquistou o ouro, com 24 pontos. Em seguida vieram os americanos Ryan Porteous e Maureen McKinnon, com 29 pontos. 
 
No Sonar, o topo do pódio foi da dupla da Noruega, com Aleksander Wang-Hansen e Maric Solberg (25 pontos). A prata ficou com os canadenses Paul Tingley, Logan Campbell e Sctt Lutes (37 pontos) e, em terceiro, ficaram os Estados Unidos, com Rick Doerr, Brad Kendell e Hugh Freund (38 pontos). 
 
Já no 2.4mR, com um resultado bem apertado e definidos apenas nesta quarta, os Estados Unidos venceram, com Dee Smith (22 pontos). O francês Seguin Damien (26 pontos) ficou com a prata e, em terceiro lugar, ficou Matt Buss, da Austrália (28 pontos). “Foi uma competição de alto nível, o que foi muito bom para nós, já que estamos sempre em busca dos melhores resultados para esta modalidade, que ainda é tão recente no Brasil”, avalia o coordenador da Seleção Brasileira de Vela Adaptada, Walcles Osório.
 
A Confederação Brasileira de Vela Adaptada (CBVA), com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e das Loterias Caixa, trouxe ao Rio de Janeiro mais de 50 atletas – todos com vagas garantidas para os Jogos Paralímpicos. Além do Brasil, mais dez países participaram da competição: Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Israel, Noruega e Nova Zelândia. Todos os três barcos que irão competir nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 entraram nas águas da Baía: no Sonar participam três tripulantes; no SKUD 18 há dois tripulantes, sendo um deles obrigatoriamente uma mulher; e no barco 2.4mR há espaço para apenas um tripulante.
Fonte: assessoria