Brasil cai, mas segue na briga pelo ouro no Mundial Master de Standard

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O segundo dia de regatas do Mundial Master de Laser Standard foi como todos os outros dos três eventos já realizados: com sol, vento e onda. Mais duas regatas foram realizadas e os brasileiros caíram na súmula. Guilherme Roth, que liderava a categoria aprendiz, aparece em segundo, a dois pontos do primeiro e, como ainda faltam mais oito regatas, ele segue na briga. Luciano Gubert, que está na categoria Master, caiu para 13º, empatado com o 12º e com o 11º colocados.

Para esta terça-feira estão programadas mais duas regatas. Os resultados das quatro primeiras provas podem ser vistos aqui.

André Fonseca será o skipper do C30 Phoenix na SVI

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O velejador  André ‘Bochecha’ Fonseca será comandante de um barco na Semana de Ilhabela. Na edição de 2016 do maior evento de vela oceânica da América Latina, que será disputada de 1º a 9 de julho, o catarinense, que habitualmente veleja na função de tático, será o líder do Phoenix, da classe HPE30. O atleta é considerado um dos melhores velejadores do País. Seu currículo com participações em três Olimpíadas, três Volvo Ocean Race e inúmeros títulos da Semana de Vela de Ilhabela fazem com que seja disputado por várias tripulações. ”É uma novidade, mas a minha função original de tático me deu bagagem para chegar até aqui. É uma questão natural. Os táticos são os que organizam tudo a bordo e a minha responsabilidade nas regatas sempre foi muito grande”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca.

O comandante do Phoenix está contente com a oportunidade de ajudar a desenvolver a classe HPE30 no Brasil, assim como fez com a C30. Os dois barcos farão parte da Semana de Vela de Ilhabela 2016 e a organização projeta realizar um Grand Prix dos 30 pés na segunda (4) e terça-feira (5).”São duas categorias com desenhos muito bons, a HPE30 tem cinco barcos no Brasil e a C30 nove. Ambos são ótimos de navegar e muito competitivos. O mais legal de tudo isso é o design único, que dá igualdade à disputa” , contou o velejador, que se tornou pai recentemente. O menino Rafael nasceu em maio em Santa Catarina. André ‘Bochecha’ Fonseca também dividirá a função em Ilhabela no Phoenix com a de técnico do Itajaí Sailing Team.

Mais de 30 barcos já confirmaram a participação nas regatas de 2016 em classes de monitipo, como a HPE30, e as de rating, que precisam de uma fórmula para definir o vencedor. Quatro países devem disputar o maior evento de vela oceânica da América Latina: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Inscrições

As inscrições para a Semana de Vela de Ilhabela 2016 já começaram. Os tripulantes devem se inscrever no site oficial www.svilhabela.com.br. De 1º a 31 de maio, o valor é de R$ 260 por tripulante. Já de 1º a 20 de junho, o custo será de R$ 320. De 21 a 27 de junho passa a ser de R$ 420. As tripulações dos veleiros que ficarem em seus clubes, em amarras próprias ou outros locais fora o Yacht Club de Ilhabela terão 20% de desconto no valor da inscrição.

AS CLASSES

BICO DE PROA – Divisão formada por veleiros de oceano, elegíveis pela Comissão Técnica, que não utilizam nenhuma regra de handicap.

CARABELLI 30 – Classe One Design de veleiros de 30 pés projetados pelo experiente velejador e projetista Horácio Carabelli.

CLÁSSICOS – Subdivisão especial da RGS para barcos certificados pela ABVClass e sem velas produzidas com material exótico.

HPE 25 – Os barcos da classe, de projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam uma classe nacional de produção em série.

HPE 30 – Com 30 pés, estes barcos também projeto do argentino Javier Soto Acebal, formam a mais nova classe one-design do país.

IRC – Regra internacional que se destina a um amplo número de barcos, de vários tamanhos e formas, desde cruzeiros até os one-off de regata.

J/70 – Classe one-design internacional de barcos com apenas 22,75 pés mas extremamente velozes e ágeis.

MINI – Classe internacional formada por barcos de 21 pés projetados para encarar todos os desafios, inclusive travessias oceânicas.

ORC – Regra internacional do Offshore Racing Committee destinada a barcos com configurações de competição, de tipos e tamanhos diferentes.

RGS – A Regra Geral Simplificada é uma regra nacional caracterizada pela grande presença de vários barcos com perfil predominante de cruzeiro.

RGS SILVER – Divisão especial da RGS para barcos com no mínimo 28 pés, sem velas exóticas e aprovados pela Comissão Técnica da Semana de Vela.

SOTO 40 – Moderna classe One Design planadores criada pelo projetista argentino Javier Soto Acebal, formada por veleiros de 40 pés.

STAR – No Brasil é a classe de maior expressão olímpica, com a conquista de seis medalhas, além de seis títulos mundiais.

Navio Escola Sagres será base de Portugal no Rio 2016

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Um acordo firmado entre a Marinha Portuguesa e o Comitê Olímpico Português divulgado hoje confirma que o navio escola Sagres servirá como base para os portugueses que venham ao Brasil durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, sejam eles atletas ou empresas.

A ideia é que o navio sirva como um espaço de divulgação de Portugal e sua cultura, neste, que serão os primeiros Jogos em um país de língua portuguesa. “É um grande prestígio para Portugal estarmos num país estrangeiro mas conseguirmos estar em território nacional quando a bordo do Navio escola Sagres. É importante o apoio do mercado empresarial a este projeto para que seja uma iniciativa de sucesso, que simbolize a união do Portugal Esportivo com o Portugal Econômico”, afirmou na ocasião o presidente do COP, José Manuel Constantino.

O NRP Sagres estará no Rio de Janeiro entre 3 e 21 de agosto. Antes disso ele vai passar por Cabo Verde, Recife e Salvador.

O Navio escola Sagres foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, tendo na altura sido batizado de Albert Leo Schlageter. Foi o terceiro de uma série de quatro navios encomendados pela marinha alemã. O navio foi cedido à marinha do Brasil no final da II Guerra Mundial, em 1948, tendo sido adquirido pela Marinha Portuguesa em 1961 para substituir a antiga Sagres. Ele foi entregue oficialmente à Marinha Portuguesa no dia 30 de janeiro de 1962, no Rio de Janeiro.

 

Brasil estreia na liderança do Mundial Master de Standard

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Começou neste domingo em Puerto Vallarta o Mundial Máster de Laser Standard, último evento a ser disputado no México. O Brasil estreou na liderança entre os aprendizes, com Guilherme Roth. Luciano Gubert estreou em 10º na flotilha Master. A competição continua nesta segunda-feira, com a previsão de mais duas regatas.

O resultado completo deste primeiro dia pode ser visto aqui.

 

Marga vence a Regata Leopoldo Geyer

 

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O veleiro Marga do Rio Yacht Club comandado por Lars Grael e com a tripulação formada por Renata Pellicano Grael, Samuel Gonçalves e Colin Gomm, conquistou pela segunda vez consecutiva a II Taça Leopoldo Geyer de veleiros clássicos. O veleiro Marga é da classe 6 Metros Internacional (ex-classe Olímpica até os Jogos de Roma em 1960) e foi construído na Finlândia em 1933.

O percurso teve largada na Enseada de Botafogo e chegada na sub sede do ICRJ no fundo da Baía de Guanabara, na Ilha de Palmas. A flotilha pernoitou na Ilha de Palmas e retornou no dia seguinte em percurso inverso.

O evento promovido pelo Iate Clube do Rio de Janeiro homenageia um dos maiores benfeitores da Vela Brasileira, Leopoldo Geyer. Ele foi fundador de clubes como Iate Clube Guaíba, Clube dos Jangadeiros e Veleiros do Sul (todos em Porto Alegre). Foi fundador junto com outros idealistas do Iatismo da Regata Buenos Aires – Rio, Regata Santos – Rio, Associação Brasileira de Veleiros de Oceano – ABVO e da Escola de Desportos Náuticos – EDN do ICRJ.

 

 

 

 

Adote um barco do Projeto Grael e ajude crianças de Niterói

ADOTE UM BARCO

Há 18 anos em Niterói, o Projeto Grael facilita o acesso de crianças e jovens com idade entre 9 e 29 anos ao esporte náutico por meio de aulas de vela e programas profissionalizantes. Atividades que incluem cursos de fibra de vidro, capotaria náutica, mecânica de motores de popa, mecânica de motores náuticos, marcenaria náutica e instalações eletroeletrônica em veleiros e lanchas. Os responsáveis pela iniciativa estimam que cerca de 15 mil pessoas já foram atendidas pelo programa. O sucesso, no entanto, não impediu que dois grandes patrocinadores abandonassem a empreitada. A solução adotada foi o lançamento de uma campanha de arrecadação de doações para a continuidade do projeto.

“A lei federal de incentivo ao esporte é responsável por 85% da nossa receita. O resto da captação vem de doações e patrocínios diretos. Sempre recebemos ajuda de pessoas físicas, mas, devido à crise, fomos obrigados a nos organizar para fazer essa arrecadação” revela a gerente executiva adjunta Joanna Alves Dutra.

Ela diz que a campanha Adote um Barco”permitirá que pessoas físicas façam doações de R$ 150, R$ 300 ou R$ 500.

“Ao adotar um barco será possível escolher um nome para batizar as embarcações. Caso a pessoa deseje doar outro valor, pode nos procurar. Qualquer ajuda é bem-vinda. É possível nos ajudar até mesmo prestando serviços. Nossa expectativa é conseguir pelo menos 15 doadores” diz a gerente.

Para fazer parte do projeto é preciso apresentar um atestado médico, identidade, CPF e um documento que comprove a matrícula ou conclusão dos estudos na rede de ensino pública. As inscrições para o segundo semestre terão início em junho.

Fonte: O Globo

Don’t Let Me Down é campeão Sul-brasileiro da classe Soling em Porto Alegre

 

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A tripulação do Don’t Let Me Down com Cícero Hartmann, Flávio Quevedo e André Renard foi a vencedora do Campeonato Sul-brasileiro da classe Soling encerrado neste domingo (22) no Veleiros do Sul. Em segundo lugar ficou o El Demolidor com Kadu Bergenthal, Eduardo Cavalli e Renan Oliveira, e em terceiro o Coringa, de Lucas Ostergren, Beto Trein e Roger Lamb.

A melhor regularidade de resultados entre as sete equipes do campeonato fez o trio do Don’t Let Me Down ser campeão. Eles repetiram o segundo lugar nas quatro regatas disputadas na raia do Cristal no Guaíba, próximo ao Veleiros do Sul.

“Foi difícil para todas tripulações. Vento fraco no sábado e no domingo pegamos um buraco de vento na raia. Essa foi a primeira vez que ganhamos um campeonato com a mesma colocação em todas as regatas. Foi divertido e é legal velejar na frente do Clube”, disse Cícero Hartmann.

O Sul-brasileiro foi quase uma repetição de 2015, quando a equipe do El Demolidor foi a vencedora e Don’t Let Me Down a vice. Dessa vez se inverteram as posições. Foi igual somente para o Coringa que repetiu a terceira colocação.

No sábado apenas uma prova foi disputada devido à falta de vento e neste domingo os velejadores padeceram com o vento gelado que soprou de direção sul na intensidade média de 9 nós. No término do campeonato teve a premiação na churrasqueira Vento Sul com a presença da comodoria do VDS.

Fonte: VDS

Webserie: Aleixo Belov na Antártida – cap7

Entre 27 de outubro de 2013 e 15 de março de 2014 o ucraniano naturalizado brasileiro Aleixo Belov se aventurou rumo à Antártida a bordo do veleiro Fraternidade com mais nove tripulantes. Foram 150 dias de viagem passando pelo Cabo Horn e estreito de Drake, enfrentando ventos de quase 100 nós, muita onda e neblina. A história rendeu um livro, lançado no final de 2014 e agora virou uma webserie de 8 capítulos que você pode acompanhar aqui no Notícias Náuticas em quatro semanas!

Este sétimo capítulo vai da Antártida (Vernadsky) a Ushuaia

Nota de Falecimento: Oleg Belly

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Faleceu nesta sexta-feira o velejador Oleg Belly, velejador famoso pelas suas viagens à Antártida. Oleg estava com câncer na cabeça, descoberto em novembro, e não resistiu à quimioterapia após voltar mais uma vez do continente gelado a bordo do seu veleiro Kotik. Ele  foi o grande incentivador de Amyr Klink e de Beto Pandiani, que velejou com seu filho Igor, na última travessia do Pacífico. Ele tinha em seu currículo, além das inúmeras idas à Antártida, mais de 30 travessias do estreito de Drake.

Equipe de Vela Adaptada de Brasília embarca para Campeonato Mundial

O ano de 2016 está tendo um sabor especial para os velejadores e pessoas atendidas pelo Projeto “Vela Para Todos”, pois após inúmeras conquistas e desenvolvimento do programa, eles agora experimentarão o desafio de representar pela primeira vez o Brasil numa disputa internacional. A delegação do Time CotaMil/BRB estará representando a cidade de Brasília e o Brasil no Campeonato Mundial de Vela Adaptada que terá como palco das disputadas as águas holandesas na cidade litorânea de Medemblik, a partir do dia 3 de junho próximo.

O evento, que contará com a participação de mais 80 atletas representando 15 países, terá a pioneira inscrição de brasileiros graças ao apoio do próprio Cota Mil Iate Clube, do BRB – Banco de Brasília, Iades – Instituto Americano de Desenvolvimento, da TravelAce, da IoT Provider e, principalmente, do Comitê Paralímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Clubes.

A equipe, que utilizará de barcos da Classe Mundial Hansa 303 alugados pelos organizadores, é formada pelos velejadores Estevão Carvalho, Viviane Silvestre, Pablo Maya e Ana Paula Marques, sendo essa última a campeã da Vela Adaptada em Brasília.

Segundo Bruno Pohl, treinador da equipe que com ela seguirá para a Holanda, os atletas estão vivendo um momento especial, mas não podem perder o foco e tampouco o maior objetivo que é representar sua cidade, seu país e principalmente seus companheiros de Vela Adaptada que aqui ficarão na torcida. Reforçou dizendo que os resultados em águas internacionais são difíceis de serem previstos por ser a primeira participação mas, pelo que tem assistido na Internet, não se surpreenderá com uma conquista brasileira, somando-se a isso o empenho dos nossos atletas nos treinos.

E realmente emoção é o que não falta, as meninas da equipe confidenciaram a ansiedade pelo dia da competição e desafiaram os marmanjos, daqui e os de outros países, as enfrentarem. Disseram que se empenharão muito e que os seus companheiros de equipe também, brincadeiras à parte, para retribuir a dedicação e todo o trabalho que é desenvolvido de forma diferenciada em Brasília.