Scheidt sobe para quarto no Mundial de Standard

O segundo dia do Mundial de Laser Standad foi igualmente complicado, com vento de médio para forte e disputas acirradas. Mais duas regatas foram realizadas e entrou o descarte do pior resultado, com isso, Scheidt subiu para a quinta colocação, a dois pontos do segundo. O croata Tonci Stipanovic assumiu a ponta.

Bruno Fontes teve um dia mediano e somou um 18º e um 15º, resultados que o colocam na 26ª colocação. Lucas Bueno, tem sofrido com as condições de vento e mar e caiu para a 104ª posição.

O resultado completo você vê aqui.

Finn: Zarif é 17º no Mundial da classe

Jorge Zarif_Crédito Robert_Deaves.jpg

O velejador Jorge Zarif encerrou nesta sexta-feira (dia 13) a sua participação no Campeonato Mundial da classe Finn, em Gaeta, na Itália. Classificado para disputar os Jogos Olímpicos pela segunda vez, ele terminou a competição na 17ª posição, com 120 pontos perdidos. O título mais uma vez ficou com o britânico Giles Scott, com 23 pontos perdidos. Foi a terceira conquista consecutiva do velejador, a quarta na carreira. A prata ficou com o dinamarquês Jonas Hogh-Christensen, com 40 pontos perdidos, e o bronze com o holandês Pieter-Jan Postma, com 62.

“Uma bandeira preta na terceira regata, em que tinha acabado em quarto, me atrapalhou. Depois de disputar cinco regatas da medalha seguidas, ficar fora (dos dez primeiros lugares) é um pouco frustrante, principalmente depois de começar bem o campeonato”, disse Zarif, campeão mundial em Tallinn, na Estônia, em 2013.

Na atual temporada, o velejador brasileiro vem acumulando resultados consistentes. Começou 2016 com a medalha de ouro na etapa de Miami (EUA) da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing). No Campeonato Europeu, em Barcelona (ESP), ficou em sétimo. No tradicional Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca (ESP), terminou em nono. E na etapa de Hyères (FRA) da Copa do Mundo fechou a disputa na sétima colocação.

O resultado completo pode ser visto aqui.

Torben Grael: Oportunidade perdida para a baía de Guanabara

baía poluida
Foto de Fred Hoffman tirada em fevereiro/2016

Quando o Rio de Janeiro foi selecionado para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, um dos heróis brasileiros Torben Grael tinha muitas esperanças, mas está desapontado agora. Primeiro a classe Star foi tirada do programa olímpico, uma modalidade perfeita para os velejadores do Rio de Janeiro e classe na qual ele tem quatro das cinco medalhas olímpicas. Depois a única chance que a cidade teria de despoluir a baía de Guanabara, local das regatas olímpicas, também parece estar perdida. Quando, no verão passado, parecia que a limpeza não seria feita para os Jogos, Torben ainda tinha esperanças de que a competição iria ao menos melhorar o problema.

“Mesmo que não esteja 100%, esperamos que os acordos que foram feitos para a limpeza sejam colocados em prática. Isto foi o que aconteceu em Sydney 2000. A baía não estava da forma como eles queriam para os Jogos, mas todos os acordos foram cumpridos. Se pudermos ter algo parecido com isto, é motivo para comemoração”, disse ele na época.

No entanto, com o Zika virús se espalhando, com um país em recessão e um escândalo político impactando o país, Torben crê que a oportunidade foi perdida.

“Sempre achamos que ter um grande evento com os Jogos poderia ajudar”, disse ele recentemente em entrevista à TV canadense CBC. “Nós mesmos chegamos a colocar muita pressão para que isto acontecesse, mas, infelizmente não aconteceu quando eles tinham dinheiro. E agora, com o estado falido, está ainda pior.”

Torben veleja há anos na baía e esperava que os Jogos pudessem ajudar na despoluição da baía. “Não acho que vamos ver esta mudança agora. É parte da forma como a política de administração pública acontece por aqui. Tudo cresce muito rápido, muito desordenadamente.”

O estado é responsável por manter a baía, que foi descrita como um lixão a céu aberto por muitos locais e velejadores estrangeiros. O Comitê Olímpico Internacional, apoiado pela Organização Mundial da Saúde, repetiu inúmeras vezes que os atletas não correrão risco. “Não acho que haja um risco. Só tem uma aparência terrível”, disse Torben.

Muitos atletas são esperados no Rio antes mesmo do início dos Jogos para que possam adquirir imunidade. Outros chegarão bem em cima da hora, esperando minimizar este impacto na saúde. Muitos trarão antibióticos e produtos para limpar o equipamento e minimizar o contato com a água.

“Você sabe que o lixo flutuante pode diminuir a velocidade do seu barco. Acho que o governo vai ser cuidadoso recolhendo este resíduos nas áreas de regata, mas será só para o período dos Jogos e após a competição, vai voltar a ser do jeito que conhecemos. Acreditamos que teríamos algumas mudanças, algum legado, mas não vai acontecer. Infelizmente”, concluiu.

Traduzido da edição de 13/5/2016 do Sailing Scuttlebutt. Para ver o artigo origina, em Inglês, clique aqui.

Brasil estreia no Mundial de Standard com vitória de Scheidt

Começou nesta quinta-feira em Nuevo Vallarta, no México, o Mundial de Laser Standard. 112 velejadores, de 44 países disputam a competição e neste primeiro dia foram divididos em duas flotilhas. O vento estava na casa dos 15 nós, o que permitiu a realização das duas regatas programadas. Quem largou na frente foi o britânico Nick Thompson ao vencer conquistar dois primeiros lugares. Robert Scheidt também venceu uma regata na sua flotilha, porém uma bandeira preta o desclassificou da primeira prova e ele aparece na 59ª colocação. Bruno Fontes é o melhor brasileiro, em 13º, com um terceiro lugar na primeira regata. Lucas Bueno, correspondente do Notícias Náuticas, aparece em 99º.

Para esta sexta-feira estão previstas mais duas regatas da fase classificatória. O resultado completo você vê aqui.