França leva o título do Grand Slam da SSL; Brasil para na semi

Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot são os campeões do inédito City Grand Slam da Star Sailors League (SSL). Além de 3.000 pontos no ranking da SSL, faturam 25.000 dos 100.000 mil dólares da premiação geral. Superaram intensa batalha entre 86 tripulações em cinco dias de regatas no Lago Alster. Os percursos barla-sota (formados por duas boias) proporcionaram disputas barco a barco, levando emoção a cerca de 100.000 pessoas que se espalharam às margens do lago ao longo da competição, transformando-o em arena da vela.

As 14 regatas tiveram audiência de mais de 80.000 internautas que tiveram o privilégio de acompanhar as emoções ao vivo em todo o mundo. A estrutura do Norddeutscher Regatta Verein, clube anfitrião, foi considerada excelente tanto pelos velejadores quanto pela organização, promovendo um ambiente de rivalidade saudável e de confraternização entre os participantes. Os associados vibraram com o hino francês e o champagne da vitória para a dupla “azul”.

“Posso dizer que foi ótimo, porque sabia que seria muito difícil”, comentou o campeão Xavier Rohart. “Neste formato, em cada flotilha você nunca sabe se será o primeiro ou o último. Na final, depois de uma grande largada, pensei: esta é a nossa chance. Estávamos sob pressão, mas conseguimos um bom ângulo e mantivemos a liderança até a linha de chegada”, relatou Rohart que elogiou seu proeiro. “Estávamos treinando juntos para os Jogos de Londres, mas os resultados estão aparecendo mais recentemente. Foi especial vencer com o Ponsot”.

A segunda colocação ficou com o norueguês Elvind Melleby e com o norte-americano Josh Revkin, que somaram 2.764 pontos no ranking da Os SSL e receberam 15.000 dólares. Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, da Polônia, foram os terceiros colocados, com 2.528 pontos, mais 10.000 dólares. Os italianos Negri e Lambertenghi ficaram em quarto, recebendo 2.292 pontos e 8.000 dólares. O ranking da SSL será atualizado na próxima semana. Os mais bem colocados disputarão a SSL Finals no final do ano nas Bahamas.

Bordo a bordo – O último dia do City Grand Slam de Hamburgo começou com 30 tripulações na quinta e última regata da segunda fase para definir dez barcos para as quartas de final. Negri e Lambertenghi venceram, garantindo passagem direta para a final, enquanto Kuznierewicz e Zycki, segundos colocados, avançaram à semifinal. Ambas as duplas ganharam um descanso extra como prêmio.

Oito equipes partiram para as quartas de final, valendo cinco vagas para a semifinal. Torben e Stefano venceram com sobra depois de manobra ousada que os levou para o lado esquerdo da raia. Melleby e Revkin ficaram em segundo, Rohart e Ponsot, em terceiro. Foram eliminados: os vencedores do Lake Grand Slam da Suíça, Szabo e Ducommon, a dupla local, Koch e Witt e os norte-americanos Doyle e Infelise.

Após o descanso, Kusznierewicz e Zycki retornaram à raia para a batalha a semifinal, marcada por constante alternância de posições em cada perna da prova. Torben e Stefano foram penalizados por “sujarem” o vento de Rohart e Ponsot próximo ao “gate” de sotavento. Os campeões mundiais de Star, Augie e Bruno, lutaram até o final, mas ficaram para trás, assim como os alemães Polgar e Koy, que ainda foram penalizados. Kusznierewicz e Zycki ganharam a semifinal, seguidos por Rohart e Ponsot, com Melleby & Revkin em terceiro.

Iniciada a regata final, Rohart e Ponsot partiram para o ataque, com uma largada mais agressiva, enquanto Negri e Lambertenghi, que acabavam de retornar à disputa, largaram mais no meio da linha, ao lado de Kusznierewicz e Zycki e de Melleby e Revkin, todos em velocidade acelerada junto ao barco da Comissão de Regatas. Uma inesperada rajada de 20 nós impulsionou ainda mais os quatro barcos. Rohart e Ponsot conseguiram distância segura em relação aos adversários e cruzaram a chegada com uma brisa de popa, garantindo a vitória no primeiro SSL City Grand Slam.

Brasileiros chegam até a semifinal – A penúltima regata do City Grand Slam de Hamburgo acabou com a esperança de título para Torben Grael e Bruno Prada, que encerraram a competição em sétimo e sexto lugares, respectivamente. Torben e Stefano Lillia (ITA) foram penalizados por interferirem no rumo do francês Xavier Rohart. Bruno e Augie Diaz sentiram o desgaste do Mundial conquistado há menos de um mês. Os estreantes Francisco Siemsen e Arthur Lopes terminaram em 16º lugar.

“O sexto lugar confirma nossa média no campeonato, mas o dia de hoje (sábado) foi cruel. Velejamos mal, tomamos decisões erradas e ainda sentimos fisicamente. O Augie (62) é o mais idoso entre os dez finalistas. Isso acaba pesando”, avaliou Bruno, tetracampeão mundial de Star e duas vezes medalhista olímpico na mesma classe.

Torben venceu as quartas de final e parecia pronto para chegar à decisão. Na semifinal, uma penalidade interpretada pelos juízes como interferência ilegal no rumo do adversário, fez com o brasileiro tivesse de “pagar” uma volta de 360 graus em torno do eixo do próprio barco. Situação irrecuperável em uma regata de apenas 35 minutos. “O francês (Xavier) se aproveitou para forçar a situação. É justo, mas eticamente não esperava essa atitude dele. Valeu disputar uma competição tão bem organizada”.

O próximo evento da Star Sailors League será a Final SSL, o encontro literal das estrelas da vela, levando a Nassau, nas Bahamas as duplas mais bem ranqueadas da temporada. O torneio de 250 mil dólares está previsto para novembro. Para resultados completos, histórias, fotos e vídeos, acesse o site oficial do SSL City Grand Slam:http://city.starsailors.com

Fonte: SSL

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