Thomas Coville quase quebra o recorde de singradura na Transat Barkely

O francês Thomas Coville quase quebrou o recorde de maior quantidade de milhas navegadas em solitário em 24h. Nove milhas o separaram do recorde de 682 milhas, que pertence a Armel le Cleac’h e foi estabelecido em 2014 a bordo do trimarã Banque Populaire.

Coville disputa a Transat Barkely a bordo do maxitrimarã Sodebo e está mais preocupado em garantir o título geral da competição do que quebrar recordes. No momento ele aparece na segunda colocação, a pouco menos de 70 milhas do líder, o compatriota François Gabart.

Para acompanhar a regata, clique aqui.

Regata Solitário abre a Copa Flotilha neste final de semana em Florianópolis

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Maio chegou e, como de costume, vem acompanhado da tradicional Copa Flotilha realizada anualmente pelo Iate Clube de Santa Catarina. Composta por três etapas, a competição de vela oceânica tem neste final de semana seu primeiro evento. A Regata Solitário abre as disputas e como o próprio nome diz, os comandantes velejam sem apoio da tripulação.

E as previsões, assim como em 2015, são muito boas para o sábado. Com sinalização de partida marcado para às 12h, os comandantes deverão encontrar ao longo do percurso o famoso vento sul com 12 nós (20km/h aproximadamente), podendo chegar aos 15 ao longo do dia.

A largada da Regata Solitário será em frente à Ponte Pedro Ivo, na Baía Sul, entre a Comissão de Regatas e uma boia. A primeira etapa do percurso é composta por uma boia em frente ao Trapiche da Sede Central do Iate Clube de Santa Catarina, seguindo para uma boia na Baía Sul e outra na Ilha do Largo. No retorno até a linha de chegada os comandantes devem, novamente, contornar a boia na Baía Sul antes de concluírem o percurso em frente à Sede Central do ICSC.

Participam da regata as embarcações das classes ORC, C30 e RGS. Na edição passada, o Fita Azul (primeira embarcação a completar a regata) foi o Corta Vento, do comandante Carlos Augusto de Mattos.

Copa Flotilha:
Além da Regata Solitário, fazem parte da Copa Flotilha as Regatas Ele e Ela e Tripulação. Com presença do comandante e uma acompanhante, a Regata Ele e Ela será realizada no dia 14 de maio, com o mesmo percurso da Regata Solitário, enquanto a Regata Tripulação acontece dia 04 de junho, valendo também pela Copa Veleiros de Oceano.

Fonte: Assessoria

Grand Slam da SSL: Título será definido neste sábado

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O sábado (7) será intenso para as dez duplas mais bem classificadas no inédito City Grand Slam de Hamburgo, Alemanha. A competição começou com 86 barcos e restarão apenas dez para as quartas de final. Torben Grael, Bruno Prada e seus respectivos parceiros estão praticamente garantidos, mas ainda haverá a quinta e última regata da segunda fase, disputada por 30 tripulações. Kuznierewicz e Zycki (POL) lideram, seguidos por Negri e Lambertenghi (ITA), ambos com 20,5 pontos perdidos.

Bruno e Augie Diaz (EUA) venceram a primeira das quatro provas, adquirindo condição confortável. “Podemos até nos poupar na quinta regata para evitarmos o desgaste de um percurso que é rajada e manobra o tempo todo. A partir das quartas de final zera tudo e o que vier é lucro”, considera Bruno. A dupla ocupa a quinta colocação, com 34 pontos perdidos. A premiação geral é de 100 mil dólares e os vencedores somam 3.000 pontos no ranking da SSL.

Torben e Stefano Lillia (ITA) chegaram em segundo lugar na segunda regata e também já pensam nas eliminatórias. “Agora é só não errar, apesar de que em regata curta é fácil errar. Veja os italianos e os poloneses, estão muito regulares”, aponta Torben, sexto colocado com 37 pontos perdidos. Francisco Siemsen e Arthur Lopes (Chicão e Tutu) estão em 15º lugar. A partir das quartas de final os pontos são zerados.

Briga apertada pela sobrevivência no City Grand Slam – O brilho do sol e o vento leste de 12 nós (22km/h) proporcionaram regatas clássicas no Lago Alster para ao 30 barcos que ainda podem ganhar o inédito SSL City Grand Slam, com premiação geral de cem mil dólares. Em provas de apenas 35 minutos, com pernas de 600 metros, o segredo é achar o “caminho limpo”. Em atitude inovadora, a Comissão de Regatas do Norddeutscher Regatta Verein (NRV) criou um “gate” superior permitindo a opção de contorno entre duas boias.

Exceto protestos, as seis primeiras duplas na classificação geral estão garantidas na fase eliminatória independentemente da quinta regata. Os mais regulares do dia foram os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi, com três segundos e um terceiro lugares, compartilhando assim, a liderança com Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki (POL).

A dupla polonesa teve um dia difícil. Na primeira regata, Kusznierewicz e Zycki foram marcados no contorno da boia após primeira perna de popa, mas conseguiram se recuperar e terminaram em terceiro lugar. Na segunda prova com muito esforço repetiram a colocação, mas após a terceira largada veio o resultado inesperado, um 23º lugar que acabou sendo adotado como descarte. A séria foi concluída com a oitava colocação. O vencedor da segunda fase passa diretamente para a final, enquanto o segundo colocado avança à semifinal.

Regata 1 – Os recentes campeões mundiais de Star, Augie Diaz e Bruno Prada venceram a primeira regata do dia. O momento-chave veio no primeiro “gate” superior, quando a dupla optou pela boia da direita, ao contrário do rumo escolhido pela maior parte da flotilha. Negri e Lambertenghi ficaram em segundo lugar, Kusznierewicz e Zycki em terceiro. Vários dos melhores no ranking da SSL não ficaram entre os dez primeiros: Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot (19), Eric Doyle e Payson Infelise (21) e Robert Stanjek e Frithjof Kleen (23).

Regata 2 – Os alemães Stanjek e Kleen largaram decididos a brigar pela vitória na segunda prova do dia, buscando recuperar posição entre os dez mais bem colocados e evitando assim, a zona de corte. Negri e Lambertenghi obtiveram mais um segundo lugar, contando com excelente largada e velejando sempre entre os três primeiros. Kusznierewicz e Zycki ficaram em terceiro, o que lhes manteve na liderança geral.

Melleby (NOR) e Revkin (EUA) não conseguiram terminar a prova devido à quebra de um dos cabos que sustentam o mastro. A dupla retornou rapidamente ao clube anfitrião NRV e emprestaram o barco do associado Olaf Richter, que os atendeu gentilmente. A ação emergencial permitiu que corressem a terceira regata e ainda fizessem um milagroso sexto lugar. Os norte-americanos Lawrence e Coleman, envolvidos em acidente, adotaram o mesmo procedimento e ficaram em oitavo lugar.

Regata 3 – Com rajadas de 15 nós, ofereceu a condição mais extrema desde o início do City Grand Slam. Melleby e Revkin estavam de volta à raia e ainda contaram com a sorte para finalizar a preparação do barco emprestado. Muitos barcos largaram escapados e a Comissão de Regatas sinalizou chamada geral. Sob Bandeira preta, Polgar e Koy largaram muito bem, assim como Torben e Stefano. Os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot assumiram a liderança na segunda metade da regata e assim permaneceram até cruzar a linha de chegada.

Regata 4 – A dupla Eric Doyle e Payson Infelise ousou imprimir ritmo agressivo para vencer a última regata do dia e recolocar o barco norte-americano com chances de classificação na quinta prova da segunda fase. A vitória rendeu um suspiro a Doyle e Infelise, com a décima colocação geral, limite da nota de corte para as quartas de final. Negri e Lambertenghi obtiveram brilhante segundo lugar, com Polgar e Koy em terceiro. O City Grand Slam terá seu último dia em Hamburgo neste sábado (7), com a regata final da segunda fase às 11h30 (6h30 de Brasília). Apenas os dez melhores seguem para as provas eliminatórias: quartas de final (9h25), semifinal (10h15) e final (10h55).

As quatro regatas serão transmitidas ao vivo pela internet, com comentários de especialistas e convidados no estúdio, como o tetracampeão da America’s Cup, Dennis Conner. Na água, as imagens são produzidas com a mais alta tecnologia, além do gráfico virtual 3D, proporcionando uma visão emocionante, diferenciada, além da completa telemetria da prova. Para resultados, fotos e vídeos, acesse: http://city.starsailors.com

Fonte: SSL

Morre aos 92 o primeiro vencedor da Whitbread

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1973-74 Whitbread Round the World Race winning skipper of Sayula II, Ramon Carlin from Mexico and Volvo Ocean Race CEO, Knut Frostad.

Faleceu na Cidade do México o velejador Ramón Carlín, vencedor da primeira edição da Whitbread Regata de Volta ao Mundo em 1973-74 a bordo do Sayula II. Conhecido como “Velejador de Final de Semana”, Carlín fez fortuna no ramo de máquinas de lavar após um início de carreira vendendo utensílios de cozinha de porta em porta.

Em 1973 ele buscava novos desafios e reuniu uma tripulação formada por amigos, familiares e alguns bons velejadores. Para a mídia inglesa, eles não passavam de mexicanos preguiçosos com grandes sombreiros completamente despreparados para a volta ao mundo. Porém, o espírito de liderança de Carlín fez com que o time vencesse a competição e chegasse no México como os mais famosos velejadores da época. No ano passado esta história virou filme, chamado The Weekend Sailor, dirigido pelo compatriota Bernardo Arsuaga.

“O nosso diferencial era o barco e a tripulação. Não tínhamos tempo para treinar. Meu plano era conhecer a tripulação e ensiná-los a mexer no barco durante a primeira etapa e todos acabaram se saindo muito bem”, disse Carlín muitos anos depois da vitória .

Há dois anos ele resolveu reunir novamente a tripulação para celebrar os 40 anos da regata e para muitos esta foi a primeira vez que se encontraram depois da competição. “O que me conquistou na prova foi que era uma aventura e ninguém sabia que rumo tomar. Era a primeira vez que alguém estava dando a volta ao mundo com uma tripulação e a competição era real”, disse ele.

“Vencemos por causa do skipper. Excedemos nosso limite, por que ele confiou em nós”, disse Dalrymple-Smith, um dos tripulantes. Para ele não havia dúvidas de que a habilidade de liderança de Carlín foi a peça chave da vitória. Para se ter ideia, até a esposa dele participou da competição como cozinheira na primeira etapa.

“Para mim, o Ramón foi o capitão que chegou mais perto da perfeição. Era entusiasmado, fazia tudo com classe. Ele se preocupava conosco, tínhamos a melhor comida e o barco estava perfeitamente equipado”, completou Bob Martin, outro tripulante.

Conheça a historia de superação de Andrew Lewis

No início de dezembro de 2015 o velejador de Laser de Trinidad e Tobago Andrew Lewis estava no Rio de Janeiro treinando para a sua segunda olimpíada. Ao voltar para casa depois de um jantar, percebeu que havia deixado a chave do lado de dentro e decidiu pular o muro para abrir a porta. No entanto, o telhadinho acima da porta de entrada caiu sobre ele, quebrando a perna, as costelas e o rosto.  Imediatamente ele foi para o hospital, de onde saiu 15 dias depois direto para um hospital em seu país.

Foram necessárias diversas cirurgias e muito tempo de fisioterapia até que ele conseguisse se recuperar. Em pouco menos de quatro meses ele, que lutava pela vida, estava de volta ao Laser e em agosto estará no Rio de Janeiro, disputando sua segunda olimpíada.