Com transmissão ao vivo, Brasil estreia nesta terça no Grand Slam da SSL

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O inédito City Grand Slam da Star Sailors League (SSL) será um desfile de medalhistas olímpicos e campeões mundiais a partir desta terça-feira (3) no Lago de Alster, no centro da cidade de Hamburgo. Entre as 90 duplas inscritas, o Brasil será um dos 20 países mais bem representados na Alemanha. Torben Grael, com cinco medalhas olímpicas (dois ouros, uma prata e dois bronzes) vai correr com o italiano Stefano Lillia. Bruno Prada (uma prata e um bronze) terá como parceiro o norte-americano Augie Diaz, mesma dupla que acaba de conquistar o Mundial de Star em Miami.

Para o bicampeão olímpico Torben, as condições do lago não permitem que se façam projeções. “A raia é bem estreita por isso não dá pra dizer que existem favoritos. Tem de velejar para se divertir e vamos ver o que acontece”. O tetracampeão mundial de Star, Bruno, segue na mesma linha do amigo Torben. “As regatas serão muito difíceis, desafiadoras. Cada perna não deve medir nem um quilômetro e todo mundo vai chegar junto na boia de contravento. Como haverá três flotilhas, o jeito é tentar manter-se entre os cinco primeiros para passar de fase”, recomenda o velejador do Yacht Club Paulista. “Temos de comer o que põem na mesa”.

O Brasil terá ainda a dupla Francisco Siemsen e Arthur Lopes, o Tutu. Além da Star, ambos trazem experiências da classe Laser e da vela oceânica, mas estreiam em uma competição da SSL em Hamburgo. “O espaço das regatas é menor do que a Raia 1 da Represa Guarapiranga. Em uma raia pequena a largada é o mais importante. Parece que vai ser meio loteria e isso pode ser bom para a gente”, espera Tutu. O City Grand Slam distribui 100 mil dólares em prêmios e os vencedores somam 3.000 pontos no ranking da SSL.

Cerimônia de abertura– A primeira edição do City Grand Slam foi oficialmente aberta nesta segunda-feira (2) na Câmara Municipal de Hamburgo, palácio de estilo barroco e um dos cartões postais da segunda maior cidade da Alemanha, apenas atrás de Berlim. Praticamente os 180 velejadores participaram do evento no edifício histórico e receberam as boas vindas de autoridades políticas e esportivas. As regatas terão início nesta terça-feira às 10h00, horário local, (15h00 de Brasília). A festa de encerramento está prevista para sábado, último dia de regatas, no Museu Marítimo de Hamburgo.

As transmissões ao vivo poderão ser vistas aqui no site Notícias Náuticas e terão comentários de especialistas e velejadores convidados no estúdio instalado no Norddeutscher Regatta Verein. Na água, uma equipe embarcada irá produzir imagens em alta definição, mesclando ilustrações gráficos em 3D às imagens em tempo real, oferecendo assim, a telemetria completa das provas em detalhes como, distância, velocidade e nacionalidade dos barcos.

Regatas eliminatórias – A forma de disputa da SSL é garantia de emoção. Na primeira fase os 80 barcos serão divididos em flotilhas amarela, azul e vermelha, com previsão de seis regatas para cada grupo. Os 30 mais bem classificados seguem para a segunda fase, com mais cinco regatas. Os dez primeiros avançam para três regatas eliminatórias: quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos, respectivamente, sendo que o vencedor da segunda fase vai direto para a final, enquanto o segundo colocado se garante na semifinal. As regatas decisivas estão previstas para sábado (7/5).

A Star Sailors League (SSL) foi criada em 2013 por velejadores para atender a necessidade dos velejadores, fortalecendo a classe ainda mais diante da exclusão do programa olímpico. O primeiro grande evento foi a SSL Finals com premiação de 200 mil dólares e vitória de Robert Scheidt e Bruno Prada, em dezembro do mesmo ano em Nassau (BAH). Em 2014, os norte-americanos Mark Mendelblat e Brian Fatih venceram a final mundial. Em 2015, George Szabo e Edoardo Natucci (ITA) foram os campeões no Caribe, após Szabo vencer o primeiro Lake Grand Slam ao lado do do suíço Duccommun, na Suíça.

Fonte: assessoria

Alinghi vence a etapa chinesa do Extreme Sailing Series

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Os suíços do Alinghi venceram neste domingo a etapa chinesa do Extreme Sailing Series. Foram 18 regatas com vento fraco, bem diferente do que os velejadores esperavam encontrar. Neste último dia o vento variou entre 8 e 10 nós, suficiente para fazer os GC32 decolarem em seus fólios. Com uma pequena vantagem sobre o Oman Air, vencedores da primeira etapa, o Alinghi foi para o tudo ou nada no último dia de regatas e garantiu o lugar mais alto do pódio. Com isso eles subiram para a segunda colocação no acumulado, atrás apenas do Oman Air, que lidera com dois pontos de vantagem.

Confira o resultado completo:

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Extreme Sailing Series 2016 resultado acumulado:
1. Oman Air (OMA) 23 pontos
2. Alinghi (SUI) 21 pontos
3. Red Bull Sailing Team (AUT) 21 pontos
4. Land Rover BAR Academy (GBR) 19 pontos
5. SAP Extreme Sailing Team (DEN) 15 pontos
6. Sail Portugal (POR) 13 pontos
7. One (CHN) 13 pontos
8. Team Turx (TUR) 11 pontos

Grand Slam da SSL começa nesta terça em Hamburgo

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Mais de 80 duplas de 20 países, incluindo-se os brasileiros medalhistas olímpicos e campeões mundiais, Torben Grael e Bruno Prada, competem a partir desta terça-feira no City Grand Slam no lago de Hamburgo, Alemanha, pela Star Sailors League (SSL). O evento inédito distribui 100 mil dólares em prêmios e atribui 3.000 mil pontos no ranking da SSL aos vencedores e o Notícias Náuticas vai transmitir ao vivo.

O francês Xavier Rohart, bronze na classe Star nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, ajudou a criar a SSL e é o atual comodoro da liga. Quarto colocado no ranking dos timoneiros, Xavier espera uma festa da vela em Hamburgo. “É mais um grande passo da SSL. O Lago de Alster será transformado em uma arena da vela onde os principais velejadores da classe garantirão o alto nível das regatas em uma das melhores rais urbanas do mundo”.

A realização do primeiro City Grand Slam na Alemanha, conta com apoio incondicional do prefeito Olaf Scholz, ciente da vocação náutica da cidade que administra. “Hamburgo é uma metrópole verde às margens do Rio Elba e possui tradição centenária na vela. Aproveitaremos a oportunidade da SSL para comemorarmos os jubileus de 85 anos da flotilha de Star no Lago de Alster e da 50ª edição do Prêmio Erich Laeisz, em homenagem a um dos pioneiros da vela na Alemanha”.

Um dos maiores entusiastas do evento é o comodoro do clube anfitrião, Norddeutscher Regatta Verein (NRV), fundado em 1868. Andraes Christiansen está orgulhoso por receber a inédita competição da mais nobre classe entre os barcos monotipos. “O NRV realizou inúmeras regatas nacionais e internacionais de várias classes ao longo dos últimos 150 anos. No entanto, esta competição representa um marco histórico para o clube porque nosso ex-comodoro, Erich Laeisz, foi quem trouxe o primeiro Star dos Estados Unidos para o NRV, no início do século anterior. Os cidadãos de Hamburgo terão o privilégio de ver de perto medalhistas olímpicos e campeões mundiais”, enfatiza o prefeito alemão.

Regatas eliminatórias – A forma de disputa da SSL é garantia de emoção. Na primeira fase os 80 barcos serão divididos em flotilhas amarela, azul e vermelha, com previsão de seis regatas para cada grupo. Os 30 mais bem classificados seguem para a segunda fase, com mais cinco regatas. Os dez primeiros avançam para três regatas eliminatórias: quartas de final, semifinal e final, com oito, seis e quatro barcos, respectivamente, sendo que o vencedor da segunda fase vai direto para a final, enquanto o segundo colocado se garante na semifinal. As regatas decisivas estão previstas para sábado (7/5).

Fonte: assessoria

Patoruzu e Lavienrose I vencem Regata Vicente Pinzón 2016

 

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As embarcações Patoruzú (Mocra Regata) e Lavienrose I(RGS A) venceram, no último sábado (30), a XV Regata Vicente Pinzón, válida pela quinta etapa do Campeonato Pernambucano 2016. As duas embarcações cruzaram a linha de chegada após percorrerem 48 quilômetros entre os portos do Recife e o de Suape.

A Regata Vicente Pinzón nasceu em homenagem à primeira visita do navegador espanhol Vicente Yanéz Pinzón as terras Brasileiras, 26 de janeiro de 1500, anteriormente a chegada de Pedro Álvares Cabral conforme registros históricos.

Súmula final

RGS A

1º – Lavienrose I (José Adolfo Bastos)

2º – Carcará II (Paulo Almeida)

3º – Resgate (João Paulo Lins e Melo)

4º – Morning Breeze (Guilherme Araújo)

5º – Avatar (Paulo Almeida Filho)

6º – Tito V (Carlos Pires)

 

Mocra Regata

1º – Patoruzú (Higinio Marinsalta)

2º – Cetauro (Álvaro da Fonte)

Meninas do Brasil conquistam duas pratas em Hyères

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A Equipe Brasileira de Vela conquistou duas medalhas de prata na última competição antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016 em que o time esteve reunido. Neste domingo (dia 1º), Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina, e Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX, garantiram o lugar no pódio após a disputa das regatas da medalha na tradicional etapa de Hyères (França) da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (ISAF). Dos 15 velejadores brasileiros classificados para o maior evento esportivo do planeta, 12 competiram na cidade francesa.

Com o resultado em Hyères, a Equipe Brasileira de Vela agora soma 39 medalhas em etapas da Copa do Mundo desde o início do circuito, em 2009. São 19 de ouro, 11 de prata e nove de bronze.

Campeãs em Hyères em 2013 e 2015, Fernanda e Ana ficaram com a prata após o segundo lugar na regata da medalha. Elas encerraram a competição com 42 pontos perdidos, apenas um ponto atrás das campeãs, as britânicas Hannah Mills e Saskia Clark. As francesas Camille Lecointre e Hélène Defrance ficaram com o bronze, também com 42 pontos perdidos, mas perderam o segundo lugar para as brasileiras por terem chegado atrás na regata da medalha.

“Encerramos as competições internacionais este ano muito felizes, pois conseguimos ir ao pódio em cinco dos seis campeonatos que disputamos. Fizemos o nosso melhor nestes quatro meses e agora partimos para os ajustes finais para os Jogos Olímpicos do Rio”, afirmou Fernanda, dona de uma medalha olímpica de bronze em Pequim-2008, na classe 470 feminina ao lado de Isabel Swan.

Martine e Kahena repetiram a prata do ano passado. Campeãs em Hyères em 2014, as brasileiras ficaram em oitavo na regata da medalha, terminando na segunda posição geral com 74 pontos perdidos, apenas dois pontos atrás das campeãs, as suecas Lisa Ericson e Hanna Klinga. O bronze foi para as dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen, com 75.

A Equipe Brasileira de Vela ainda disputou mais três regatas da medalha neste domingo. Jorge Zarif, na Finn, chegou em sexto, encerrando sua participação na sétima posição no geral, com 55 pontos perdidos. O campeão foi o australiano Jake Lilley, com 42.

Na RS:X feminina, Patricia Freitas chegou em quinto na regata da medalha, terminando a competição em oitavo, com 116 pontos perdidos. O ouro ficou com a polonesa Zofia Noceti-Klepacka, com 39. Na Nacra 17, Samuel Albrecht e Isabel Swan ficaram em nono na regata final, repetindo a colocação no geral, com 136 pontos perdidos. Os campeões foram os espanhóis Fernando Echávarri e Tara Pacheco van Rijnsoeve, com 77.

Não disputaram a regata da medalha Marco Grael e Gabriel Borges, que terminaram a 49er em 13º, com 153.20 pontos perdidos; Ricardo Winicki, o Bimba, que ficou em 14º na RS:X masculina, com 118 pontos perdidos; Fernanda Decnop, 28ª colocada na Laser Radial, com 159 pontos perdidos; e Bruna Martinelli, que terminou em 40ª na RS:X feminina, com 293 pontos perdidos.

Bicampeão olímpico, Robert Scheidt optou por não disputar a etapa de Hyères para focar na preparação para o Mundial de Laser, entre os dias 12 e 18 de maio, no México. Na 470 masculina, Henrique Haddad e Bruno Bethlem também não competiram. A dupla preferiu ficar no Rio de Janeiro treinando na Baía de Guanabara, palco da vela nos Jogos Olímpicos.

Webserie: Aleixo Belov na Antártida – cap1

Entre 27 de outubro de 2013 e 15 de março de 2014 o ucraniano naturalizado brasileiro Aleixo Belov se aventurou rumo à Antártida a bordo do veleiro Fraternidade com mais nove tripulantes. Foram 150 dias de viagem passando pelo Cabo Horn e estreito de Drake, enfrentando ventos de quase 100 nós, muita onda e neblina. A história rendeu um livro, lançado no final de 2014 e agora virou uma webserie de 8 capítulos que você pode acompanhar aqui no Notícias Náuticas em quatro semanas!

Este primeiro capítulo vai de Salvador a Ilhabela a Punta del Este.