Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estreiam em terceiro na Copa do Mundo da França

O primeiro dia da etapa francesa da Copa do Mundo de Vela que está sendo disputada em Hyères, não foi nada fácil. O vento forte, com mais de 25 nós, que soprou o dia todo fez com que muitos velejadores capotassem e saíssem com alguns roxos pelo corpo. A dupla gaúcha Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, conseguiu administrar bem a situação extrema e estreou na terceira colocação, com uma vitória na primeira regata e um sétimo lugar.

Na 49er, Marco Grael e Gabriel Borges não completaram a segunda regata do dia e começam o evento francês em 29º. Na Finn, Jorge Zarif ocupa a 12ª colocação. Na Laser Radial, Fernanda Decnop sofreu com o vento e encerrou o dia também na 29ª colocação. Na Nacra 17, Samuel Albrecht e Isabel Swan capotaram na única regata do dia e assim como outras 18 duplas não completaram. Patrícia Freitas fez três regatas na RS:X e aparece em 13º.  Martine Grael e Kahena Kunze devem fazer sua estreia nesta quinta. Robert Scheidt não disputa o evento.

A previsão para esta quinta-feira não é das mais animadoras e o vento forte deverá continuar. Para ver o resultado completo, clique aqui.

Nem Wanderley abre 9 pontos na liderança do Mundial Master de Laser

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O terceiro dia de regatas do Mundial Master de Laser que está rolando em Puerto Vallarta, no México, foi mais uma vez produtivo para o Brasil. Apesar do 7º lugar na quinta regata da série, Nem Wanderley venceu mais uma e abriu nove pontos de vantagem sobre o neozelandês Richard Blakey, segundo colocado na categoria Master. Com um terceiro lugar na primeira regata do dia, Marcia Macdonald lidera entre as mulheres na mesma categoria.

Quem também teve um dia bom foi Luis Castro, da Grand Master, que venceu segunda regata do dia e ocupa a quarta colocação geral, a 11 pontos do terceiro. Fabio Ramos, da Aprendiz, também está em quarto, a cinco pontos do terceiro.

Esta quarta-feira é dia de folga e as regatas recomeçam na quinta-feira. Os resultados completos até a sexta regata podem ser vistos aqui.

Confira o relato de Nem sobre o terceiro dia de regatas:

“A primeira regata foi disputada com vento de 8 a 10 nós, com onda picada. Dei uma boa largada, o terceiro da boia, mas logo fui levado pelos barco de sotavento e tive que cambar para a direita. Aí começou a cruzada até a boia de contravento. Não tinha velocidade e fui tentando buscar vento livre pelo meio. Montei em 10 master, talvez, e apesar de conseguir encostar nos da frente durante a regata, não tive muita oportunidade de passar. No segundo contravento optei pela direita, o que deu no começo, mas deu esquerda no final e acabei mantendo o lugar. Passei uns 2 no popa final e acabei em 7º. No geral acho que 10.

Na segunda largamos com uns 12-13 nós. Larguei perto da comissão e na primeira oportunidade cambei para a direita, com o italiano na retranca. Fomos praticamente até o layline e cambei na reta dele, com a flotilha na retranca. Quando entrava uma pressão pela direita ele encostava e quando arribava para a direita eu abria. Fomos assim até quase a boia, mas no final deu esquerda, com pessoal vindo perto. Montei em segundo e no popa andei bem abrindo um pouco. Quem estava na frente e perto era o neozelandês Scott Leigh, líder da aprendiz. Na montagem da boia de sotavento perguntei para ele qual era o plano dele, pois a minha luta estava mais apertada que a dele. Ele falou que ia mais um pouco e logo cambou, me deixando vento livre. Em segundo vinha um barco da Nova Zelândia e em terceiro o italiano, numa distância relativamente segura. Daí fui administrando cobrindo os dois indo para os dois lados. O Scott foi quase até o layline da esquerda e montamos perto novamente. Andei bem no popa novamente, mantendo a distância e terminei em primeiro, segundo geral. Gostei da regata. Com mais vento tenho boa velocidade.”
Atualizado às 11h de 27/4

 

Disputa acirrada na Transat AG2R La Mondiale

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Apenas 4 minutos e quatro segundos separaram a dupla Thierry Chabagny e Erwan Tabarly, do Gedimat, vencedora da Transat AG2R La Mondiale, de Nicolas Lunven e Gildas Mahe, do Generali, segundos colocados. Foram necessários 22 dias, uma hora e seis minutos no mar para completar as 3800 milhas do percurso entre Concarneau e St Barts.

E para provar que a regata foi realmente muito disputada, foi necessário apenas mais trinta e quarenta minutos para que o terceiro e quarto lugares cruzassem a linha de chegada. Foram eles Adrien Hardy e Vincent Biarnes a bordo do AGIR Recouvrement, e Sebastien Simon and Xavier Macaire a bordo do Bretagne-CMB Performance.

Para ver o resultado completo, clique aqui.

Alemães serão maioria no City Grand Slam da SSL

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Três duplas alemãs aparecem no “Top 10” da primeira edição do City Grand Slam da Star Sailors League (SSL), entre os dias 3 e 7 de maio no Lago Alster, centro da cidade de Hamburgo, ao norte da Alemanha. Os donos da casa estão entre os principais adversários dos brasileiros Torben Grael e Bruno Prada, que irão correr respectivamente com o italiano Stefano Lillia e com o norte-americano Augie Diaz. Torben é o nono no ranking dos timoneiros, enquanto Bruno lidera a lista dos proeiros. O evento tem premiação geral de 100 mil dólares e vale 3.000 pontos no ranking da SSL.

Por questão de logística, os velejadores alemães serão maioria entre as mais de 80 tripulações esperadas em Hamburgo. Robert Stanjek e Frithjof Kleen vêm embalados pelo título conquistado em março na tradicional Bacardi Cup com 70 barcos na raia. Pela primeira vez uma dupla alemã venceu a competição disputada desde 1927 em Miami. “Velejei menos de dez vezes no Lago Alster. Há muitos prédios ao redor e se costuma dizer que se alguém abre uma janela em Hamburgo, o vento muda de direção”, brinca Frithjof. “A flotilha estará muito compacta e acredito que as mudanças de posições serão constantes. Estou orgulhoso pela Alemanha receber a SSL e ao mesmo tempo ansioso para as regatas”, revela o proeiro campeão da Bacardi Cup, sexto no ranking da SSL.

Ninguém, porém, deverá sentir-se mais em casa do que Johannes Polgar (8º) e Markus Koy (3º). Ambos são associados do clube anfitrião, Norddeutscher Regatta Verein (NRV), às margens do Lago Alster. Koy nasceu em Hamburgo, onde vive até hoje. Polgar morou na segunda maior cidade da Alemanha durante 16 anos. A ascensão de Polgar na classe Star tem sido marcante após representar seu país nos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, na classe Tornado. Em apenas três anos na Star, a parceria com Koy valeu o título do Campeonato Europeu. A dupla encerrou 2015 com o quarto lugar na SSL Finals em Nassau, Bahamas.

“Nós sempre velejamos de Tornado na cidade de Kiel porque o Lago Alster é muito pequeno, mas quando eu comecei a correr de Star, já havia uma flotilha muito competitiva com mais de 30 barcos no lago de Hamburgo. Há bons velejadores no NRV devido ao regime de ventos muito peculiar no lago. O vento mais leve e as brisas podendo vir de direções diferentes, exigem atenção total até a linha de chegada”, recomenda Polgar. “Será um evento fantástico. Eu e Koy representaremos o país e o clube, a responsabilidade será dobrada e faremos o máximo que pudermos”. A terceira dupla alemã entre as dez mais bem ranqueadas na SSL é Hubert Markelbach (7º) e Gerrit Bartel.

Fonte: SSL