Equipe Brasileira inicia disputa da Copa do Mundo de Vela nesta quarta

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Pela última vez antes dos Jogos Rio 2016, em agosto, a Equipe Brasileira de Vela estará reunida para uma competição. A partir desta quarta-feira (dia 27), a cem dias da cerimônia de abertura olímpica, 12 dos 15 velejadores brasileiros classificados para o maior evento esportivo do planeta vão participar da tradicional etapa de Hyères (França) da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing). A disputa vai até domingo, quando serão realizadas as regatas da medalha.

Dos classificados para os Jogos Olímpicos estão em Hyères Martine Grael e Kahena Kunze (classe 49erFX); Marco Grael e Gabriel Borges (49er); Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan (470 feminina); Jorge Zarif (Finn); Fernanda Decnop (Laser Radial); Samuel Albrecht e Isabel Swan (Nacra 17); Ricardo Winicki, o Bimba (RS:X masculina); e Patricia Freitas (RS:X feminina). Além deles, o Brasil terá Bruna Martinelli na RS:X feminina.

Bicampeão olímpico, Robert Scheidt optou por não disputar a etapa de Hyères para focar na preparação para o Mundial de Laser, entre os dias 12 e 18 de maio, no México. Na 470 masculina, Henrique Haddad e Bruno Bethlem também não vão competir. A dupla preferiu ficar no Rio de Janeiro treinando na Baía de Guanabara, palco da vela nos Jogos Olímpicos.

“A etapa de Hyères da Copa do Mundo será nossa última competição internacional antes dos Jogos Olímpicos. Estamos em fase final de treinamentos técnicos e definição de equipamentos. É uma etapa tradicional da Copa do Mundo e teremos todas as nossas adversárias também em ajustes finais”, afirmou Fernanda Oliveira, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, na classe 470 feminina ao lado de Isabel Swan.

A etapa de Hyères da Copa do Mundo proporcionou alegrias recentes para os velejadores brasileiros. Em 2013, Fernanda e Ana ficaram com a medalha de ouro, enquanto Scheidt faturou a prata. Em 2014, foi a vez de Martine e Kahena conquistarem o ouro. E, no ano passado, a festa foi grande: Fernanda e Ana ganharam o ouro novamente, Martine e Kahena levaram a prata e Scheidt e Patricia Freitas ficaram com o bronze.

“Para nós, competir em Hyères fechando nosso ciclo antes dos Jogos Olímpicos será especial, pois foi onde ganhamos duas medalhas de ouro. Daremos o nosso melhor, procurando repetir nossos resultados dos últimos meses”, disse Fernanda. Na atual temporada, ela e Ana foram ao pódio em quatro das cinco competições que disputaram.

No total em etapas da Copa do Mundo (desde 2009), o Brasil soma 37 medalhas, sendo 19 de ouro, nove de prata e nove de bronze.

Fonte: assessoria

Scheidt abre mão de Hyères para focar no Mundial de Laser

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A fase de preparação é tão importante quanto a competição. Todo atleta de alto nível sabe disso. E com Robert Scheidt não é diferente. Focado na disputa do Campeonato Mundial de Laser, que será de 12 a 18 de maio, em Puerto Vallarta, no México, o velejador brasileiro optou por abrir mão da etapa de Hyères da Copa do Mundo de Vela, que começou nesta segunda-feira (25), na França. Trata-se de uma decisão tática, pois a temporada 2016 é composta por ‘degraus’ que precisam ser superados até chegar ao objetivo maior, que é a Olimpíada do Rio de Janeiro. E um dos maiores ‘degraus’ é justamente o Mundial.

“Acabei optando por não ir para Hyères porque achei que seria demais. Isso em função da proximidade com o Mundial. Vou embarcar dia 4 de maio para o México e será uma viagem longa, com 8 horas de fuso, então considerei ser melhor usar esta semana para caprichar na parte física”, disse o velejador, que promete aliar os exercícios fora da água com a parte técnica da modalidade. Schedit fez questão de garantir que sua escolha visa apenas se preservar para fazer um bom Mundial. “Não é nenhum problema de lesão, apenas considero mais importante chegar com gás total no mundial. Como as duas competições são bem próximas, precisei escolher”, completou o bicampeão olímpico, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Deloitte e Audi, com os apoios de COB e CBVela.

O Mundial do México será disputado na mesma raia do Pan de 2011, competição que Scheidt não participou porque, na época, disputava a classe Star, que não faz parte do programa pan-americano. A competição não é o primeiro degrau de Robert rumo aos Jogos Olímpicos do Rio. Em 2016, ano de sua sexta Olimpíada, ele soma dois títulos consecutivos. Após vencer, no começo de janeiro, o Brasileiro de Laser, no Rio de Janeiro, o velejador conquistou, no fim do mesmo mês, seu sexto título em Miami da Copa do Mundo de Vela. Mais recentemente, no início de abril, conquistou a prata no Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca na Espanha. Na carreira são 175 títulos – 86 internacionais e 89 nacionais – além de cinco medalhas olímpicas (duas de ouro, duas de prata e uma de bronze).

Robert Scheidt também conquistou mais três vitórias recentemente. Embora não tenham o peso dos grandes resultados já obtidos na temporada 2016, ele ganhou velejando na Itália, em 15 de abril, dia do seu aniversário de 43 anos. “Foi um dia muito feliz. Estava com minha família e participei de uma regata no Lago de Garda e venci três provas, então, não podia ser melhor essa comemoração do meu aniversário.”

Fonte: Assessoria

Brasil segue na liderança do Mundial Master de Laser

Mais um dia de competições em Puerto Vallarta, no México, e mais um dia de brasil na liderança da categoria Master. Carlos Eduardo Wanderley, o Nem, venceu mais uma regata e foi segundo em outra. Com o descarte, ele tem apenas três pontos perdidos, contra oito do italiano Alessio Marinelli, segundo colocado. Quem também está indo bem é Marcia Macdonald, que lidera entre as mulheres na Master. Ela aparece na 10ª colocação geral.

A categoria Master tem uma flotilha de 29 barcos e corre junto com o pré-máster, que tem 15 barcos, e as colocações são calculadas em separado. O percurso é sempre o outer-loop.

Entre os aprendizes, Fabio Ramos e Nalton Coelho aparecem em 5º e 6º respectivamente.

Para ver os resultados completos acesse: http://bit.ly/1QwZhNf

Confira abaixo o resumo das quatro primeiras regatas feito pelo Nem.

“No domingo tivemos duas regatas. Na primeira, com vento em torno de 14 nós, larguei um pouco a sota da comissão e não consegui cambar logo para a direita, que era o lado certo. Quando consegui, fui quase até o corner dando água para quem vinha de lá, mas quando cambei, quase no layline, o pessoal que eu tinha dado água já vinha voltando atrás. Nesta reta consegui vento livre e andei rápido, montando a boia em primeiro. No través consegui abrir um pouco e daí foi só manter. O popa com esta direção de vento é bem difícil, pois a vaga vem de lado e na orçada para descer a onda a proa vai longe da bóia. Tem que estar sempre forçando a velejada pela valuma. No contravento fica de vela direita, com onda de frente e de vela esquerda um pouco de lado. Terminei em segundo geral e primeiro máster.

Na segunda o vento aumentou um pouco, terminando com uns 16 nós. A saída estava favorecendo a boia. Dei uma boa largada e logo cambei com a flotilha na janela. Dei mais umas duas cambadas até o layline da direita e montei em primeiro. Conforme o vento foi aumentando fui abrindo. Segundo contravento tinha mais pressão na esquerda e uma leve rondada. Nesta regata fui terceiro geral e primeiro máster.

Na segunda-feira foram disputadas mais duas regatas, com vento de 220°, com a vaga mais na direção do vento, o que ajudou no popa. Larguei mal nas duas, fazendo duas regatas de recuperação e aproveitando os erros dos outros. A primeira com vento entre 10 e 13 nós e a segunda com uns 14 a 16.

O primeiro contravento da primeira regata deu dos dois lados e consegui me livrar de um grande bolo vindo de direita, um pouco a sota da boia, para montar em 5º ou 6º. Passei alguns velejadores no popa e no segundo contravento juntei na briga com o terceiro, que consegui passar ainda no popa, montando a boia perto do primeiro, com outro velejador em terceiro bem perto já no través final. Daí no contravento curto, fiquei controlando o terceiro que era o italiano e cheguei em segundo na máster e quarto geral.

 

Na segunda o vento variava entre 14 e 16 nós. Larguei encaixotado e fui livrando valuma durante o contravento todo. Consegui montar em 6º talvez. Passei dois pré-masters no través e depois no popa passei um máster mas perdi para o italiano. Na entrada do segundo contravento optei pela boia menos cheia, onde teria somente uma valuma e estaria bem na frente de um pré-master. Conforme fui subindo, vi que o pessoal da esquerda estava ficando um pouco e ao mesmo tempo vi que os gran-máster estavam com uma pressão diferente na boia de contravento do percurso inner-loop. Decidi ir até o layline e quando cambei já estava na frente. O que me ajudou na decisão de ir sozinho para a direita foi que um mexicano pré-master, que conhece a raia e que era a valuma na minha frente, foi indo, sem cambar para a direita. Confesso que a estrelinha brilhou um pouco.”